sábado, 20 de fevereiro de 2010

Por que eu prefiro um semideus adolescente do que um vampiro herbívoro como cunhado

Como bom irmão que sou (cof, cof), levei minha irmãzinha-de-treze-anos-adolescente-viciada-em-modinhas-apaixonada-pelo-vampiroso-de-Crepúsculo para ver "Percy Jackson e o Ladrão de Raios". Dublado, é claro. Minha irmã tem preguiça de ler as letrinhas, e sempre busca aumentar meu sofrimento.
Antes de mais nada, devo dizer que não li o livro, então ignoro solenemente qualquer incongruência entre a obra escrita e a película (em outras palavras, não estou ligando para o "mimimimi o livro é melhor que o filme" que sempre acompanha adaptações de livros para o cinema).
Contudo, os "buracos" que invariavelmente adaptações criam na trama original ficaram evidentes, muito evidentes para mim. O ritmo da trama é muito mal-balanceado, desconfio que partes importantes para que um total desconhecido familiarize-se com o universo da história foram sumariamente cortadas. Se eu não fosse um apreciador da mitologia greco-romana (em outras palavras, um nerd que gosta das histórias de deuses fritando monstros e pegando princesas donzelas adoidado), ficaria boiando no Mar Egeu.
Ainda assim, o filme é divertido. Tem umas pancadarias boas, os personagens míticos foram mantidos incólumes na medida do possível e sempre vale a pena ver a Uma Thurman com roupas de couro e cabelos de cobra (opa, estraguei a surpresa?) e o Pierce Brosnan metade cavalo (eita, de novo...), apesar de eu ainda não ter entendido COMO é que ele se esconde na cadeira de rodas (ah, vão ver e entender o que eu estou dizendo).
Mas o que me deixou verdadeiramente feliz com o filme foi que ele transformou minha cara irmãzinha-de-treze-anos-adolescente-viciada-em-modinhas-apaixonada-pelo-vampiroso-de-Crepúsculo em uma irmãzinha-de-treze-anos-adolescente-viciada-em-modinhas-apaixonada-pelo-semideus-adolescente-superpoderoso. Sim, fiquei imensamente feliz com isso, por diversos motivos, dentre eles:
- "Percy Jackson" tem trocentas vezes mais pancadaria e ação que a Saga Crepúsculo, o que tornará as minhas idas ao cinema com minha digníssima irmã muito mais aprazíveis.
- A mitologia greco-romana foi muito mais respeitada do que os mitos de vampiros nos respectivos filmes, o que agrada minha alma nerd.
- O protagonista do "Ladrão de Raios" é muito mais macho do que o vampirete de Crepúsculo: compra briga com o padrasto, arrebenta um minotauro e dá uns catiripapos na rival-futuro-par-romântico nos 20 primeiros minutos de filme, enquanto o Éduárdi Cúlêin fica lá, chorando e sofrendo, sofrendo e chorando.
- E o principal de todos os motivos: no meu lugar de hipotético e fantasioso cunhado de um desses caras, você preferiria um cara que consegue fazer isso...

...ou isso?

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