Como prometido, aqui voltei para falar sobre o fim de Lost. Se você não viu, problema seu!
Tudo começou com um abrir de olhos em 22 de setembro de 2004. Para mim, começou exatamente às 21h do dia 7 de março de 2005.
Desde então, agradecia a cada episódio por ter sido seduzida por aquele teaser apelativo que passou 1 mês no AXN. Sem ele, eu jamais teria sido instigada a conhecer a melhor série televisiva já produzida.
E enfim, chegado o fim, eu fico na vontade de voltar para aquela segunda-feira à noite, para poder acompanhar tudo mais uma vez, pela primeira vez. Mas, como viagem no tempo só acontece em Lost, me resta a árdua tarefa de me despedir da minha querida série. Minha querida série, que deu seu adeus com um final maravilhoso e completamente digno.
E enfim, chegado o fim, eu fico na vontade de voltar para aquela segunda-feira à noite, para poder acompanhar tudo mais uma vez, pela primeira vez. Mas, como viagem no tempo só acontece em Lost, me resta a árdua tarefa de me despedir da minha querida série. Minha querida série, que deu seu adeus com um final maravilhoso e completamente digno.
Não falo em digno no sentido literal. Para aqueles com listas de "mistérios não resolvidos de Lost", o series finale só criou motivo para mais reclamação. É bem verdade que Lost não respondeu todos os seus mistérios, mas o espírito é esse mesmo. A ilha é o que é e ponto. Todo mundo só faz fechar os olhos e cumprir sua tarefa. Esse insight provavelmente provocaria uma dancinha de "eu te falei" do Locke, que tentava ensinar a lição desde a primeira temporada. Finalmente Jack aprendeu a lição, quem diria. E assumiu, em alto e bom tom, que Locke estava certo desde o início. E isso é mais uma dica para você não se estressar com enigmas não resolvidos: se até Jack relevou, por que logo você vai ficar com picuinha?
Lost não respondeu todos os mistérios, e nem os 20 minutos adicionais do DVD da sexta temporada vão responder. Isso porque Lost não é ciência, mas mitologia. A ciência era mero instrumento, muito bem articulado, por sinal. Seja um fiel você também e, de repente, os mistérios não respondidos serão desimportantes.
Falando de coração, Lost me surpreendeu com The End. Primeiro porque, ao contrário do que eu acreditava, a realidade paralela da sexta temporada não era uma realidade. Era sim, em um trocadilho muitíssimo inteligente para com os fãs irritantes: o purgatório final de todos os personagens, cada um morto a seu próprio tempo, reunidos para a viagem final de superação.
Devo admitir que a ideia de purgatório que seguiu o início da série nunca me agradou. Mas isto, como eu percebi por minha lágrimas, se restringia apenas à ilha. Ora bolas, uma realidade paralela purgatorial era completamente plausível e aceitável! Especialmente este purgatório emocionante, com a jornada de cada um se encontrando de formas maravilhosas e dignas de lágrimas e aplausos.
A maior lição de The End, porém, é o final. Ele mostra que Lost foi uma série sobre pessoas, e não sobre a ilha. Que cada flashback, cada conflito, teste, jogo de persuasão (alô, Ben!) foi para mostrar que aqueles personagens eram pessoas. Mesmo em meio ao caos, ao desespero, à desesperança, cada um deles, ao seu jeito, se manteve humano. E terminou também humano, como bons humanos fariam, indo em direção à luz.
Religioso demais? Talvez. Mas essa linha assumida por Lost me conquistou mais que as primeiras temporadas. Me fez entender que a minha simpatia por aqueles personagens se devia a eles também serem um pouco de mim, de minhas angústias, frustrações, alegrias, esperanças. Lost conquistou milhões. Mas conquistou aos poucos, um por um.
Aos bons e fiéis fãs, aqui fica o parabéns por terem feito parte da maior experiência televisiva da história. Aos produtores, atores, redatores, etc., aqui fica o parabéns por terem proporcionado esta experiência.
Agora só me resta aguardar o tão esperado box com as seis temporadas, para tentar reviver os momentos. Infelizmente, não mais pela primeira vez. Felizmente, com outros olhos. Lost. Uma série sobre pessoas. Quem diria que assim seria o gran finale?
Falando de coração, Lost me surpreendeu com The End. Primeiro porque, ao contrário do que eu acreditava, a realidade paralela da sexta temporada não era uma realidade. Era sim, em um trocadilho muitíssimo inteligente para com os fãs irritantes: o purgatório final de todos os personagens, cada um morto a seu próprio tempo, reunidos para a viagem final de superação.
Devo admitir que a ideia de purgatório que seguiu o início da série nunca me agradou. Mas isto, como eu percebi por minha lágrimas, se restringia apenas à ilha. Ora bolas, uma realidade paralela purgatorial era completamente plausível e aceitável! Especialmente este purgatório emocionante, com a jornada de cada um se encontrando de formas maravilhosas e dignas de lágrimas e aplausos.
A maior lição de The End, porém, é o final. Ele mostra que Lost foi uma série sobre pessoas, e não sobre a ilha. Que cada flashback, cada conflito, teste, jogo de persuasão (alô, Ben!) foi para mostrar que aqueles personagens eram pessoas. Mesmo em meio ao caos, ao desespero, à desesperança, cada um deles, ao seu jeito, se manteve humano. E terminou também humano, como bons humanos fariam, indo em direção à luz.
Religioso demais? Talvez. Mas essa linha assumida por Lost me conquistou mais que as primeiras temporadas. Me fez entender que a minha simpatia por aqueles personagens se devia a eles também serem um pouco de mim, de minhas angústias, frustrações, alegrias, esperanças. Lost conquistou milhões. Mas conquistou aos poucos, um por um.
Aos bons e fiéis fãs, aqui fica o parabéns por terem feito parte da maior experiência televisiva da história. Aos produtores, atores, redatores, etc., aqui fica o parabéns por terem proporcionado esta experiência.
Agora só me resta aguardar o tão esperado box com as seis temporadas, para tentar reviver os momentos. Infelizmente, não mais pela primeira vez. Felizmente, com outros olhos. Lost. Uma série sobre pessoas. Quem diria que assim seria o gran finale?
Tudo terminou com um fechar de olhos no dia 23 de maio de 2010. Para mim, ainda não terminou.


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