segunda-feira, 21 de junho de 2010

Vampiro para todos os gostos.

Na linha vampiresca do entretenimento que explodiu de 2 anos pra cá, nem tudo é lixo. 
Em meio a vampiros que podem sair no sol sem medo de estacas, tomei uma decisão e resolvi encarar um dos indiscutíveis sucessos mundiais. E olha... Viciei.
Pensei que True Blood fosse mais uma série fofinha de vampiros como Vampire Diaries. Me enganei feio. Sabe como é, eu vivo reclamando por aqui da chatice dos vampiros de hoje em dia.
A questão é que True Blood não é exatamente uma série de vampiros sanguinários, nem exatamente uma série de vampiros meiguinhos. É um pouco de cada, e funciona.
Em um mundo onde os japoneses conseguiram sintetizar sangue humano (e colocar no mercado em garrafinhas para serem bebidas a 37ºC), enquanto o sangue de vampiro é a mais nova e cara droga, os vampiros saem do submundo para conviver diretamente com humanos. Agora eles querem direitos. 
É nesse mundo que vive Sookie Stackhouse, garçonete no único bar/restaurante de Bon Temps, Louisiana. Tudo seria simples e comum se Sookie não ouvisse os pensamentos de todos ao seu redor. 
Já Bill Compton é um vampiro americano de menos de 200 anos (só!) que deseja se misturar, e por isso se muda para Bon Temps, origem de sua família. Ele não se incomoda em beber apenas Tru Blood, e é para isso que ele entra no bar onde Sookie trabalha.
Entusiasta dos vampiros, Sookie fica fascinada por Bill, especialmente porque não consegue ler seus pensamentos. E aí que a coisa começa a ficar legal.
Cada episódio é mais eletrizante que o anterior. O final é sempre tenso. E, mesmo Bill, o bom vampiro, se rende aos encantos do sangue humano esporadicamente. Ao contrário do que tem por aí, ele está longe de ser perfeito. E isso é todo o charme do personagem.
A coisa começa a ficar realmente interessante quando Eric, Pam e cia. entram em cena. Esses sim, vampiros sanguinários, donos de um bar nada ortodoxo onde humanos buscam noites vampirescas (ou seria o contrário?).
Margeando a trama, ainda temos excelentes personagens e criaturas diversas. Lafayette, o cozinheiro-gay-prostituto-traficante é garantia de risadas. Sam Merlotte, dono do bar onde Sookie trabalha, garante mistérios extras. E o irmão de Sookie, Jason, bem, ele é uma anta, o que não deixa nunca de ser engraçado. Sem falar nos seres que vão e vem e fazer de Bon Temps uma cidadezinha muito, muito estranha.
Para não me estender demais, simplesmente recomendo. Assista às 2 primeiras temporadas, são só 12 episódios cada. E então se delicie com a terceira temporada, que estreou 14 de junho nos EUA. Vale a pena cada gota de sangue da tela.

Um comentário:

  1. MUITO BOM, MUITO BOM!

    Infelizmente vou esperar terminar essa temporada para assistir tudo de uma vez, True Blood fascina.

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