sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Vampiridade do coração.

Fico feliz de dizer, mais uma vez, que há luz no fim do túnel. A surpresa da vez é um filme sueco, que está causando rebuliço no cenário internacional com uma história inédita e curiosa.
Deixa ela Entrar não é um filme sobre vampiros. Mas tem vampiros na história. Na verdade, é um filme sobre bullying e a situação de quem sofre diariamente com abusos. O vampiro só apimenta na dose certa pra deixá-la interessante e um pouco menos monótona.
Oskar é um garotinho de 12 anos que sofre todos os dias com os abusos de três colegas da escola. Como um bom solitário, suporta tudo calado. Em um inverno brutal, sua diversão é simplesmente sair para a neve e brincar com seu cubo mágico. E só.
Até que em uma noite aparece Eli, nova moradora do prédio de Oskar. Uma menininha feia, que não parece sentir frio, não faz barulhos ao se mexer e tem um ar completamente misterioso. Pronto, a receita perfeita para uma amizade incomum.
Pulando os detalhes da história, Eli é uma vampirinha. Não que isso atrapalhe em nada a amizade com o garotinho. Pelo contrário. É Eli quem irá convencê-lo a tomar atitude, a responder ao bullying e a se defender. Aos poucos, por causa dela, Oskar desenvolve confiança e coragem suficientes para revidar.
Nada comum essa historinha vampiresca, não, é? Eu, entusiasta do gênero, posso dizer com plena convicção que nunca vi enredo vampiresco tão singelo. Não é um filme de terror (apesar de certos sustos). Não é um filme romântico (apesar da relação entre os dois personagens). Não é um filme violento (apesar de uma cena bem trash com gatos mal editados). É, em verdade, um filme fofo.
Isso você vai perceber especialmente no final. O filme vai terminar com uma cena sanguinolenta e silenciosa que vai te deixar BEM tenso e no fim tudo será lindo. Ok, contei sem contar, né?
Em resumo, recomendo muito. E não precisa gostar de vampiros para entender a lição final tão simples e tão importante.

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