quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Lago dos Cisnes going crazy

Uma noite dessas ano passado minha mãe me perguntou quando estreava Black Swan no Brasil. "Que filme é esse, rapaz?". Como ela é entendida, lançou logo: um aí com Natalie Portman. Boa, mãe! 
Eu não estava em uma fase muito cinematográfica (trabalho/provas), então resolvi investigar. Onde melhor que no bom e velho Youtube? Procurei e achei o trailer. 
Desde pequena me dizem que a primeira impressão é a que fica. E ficou. Um trailer claustrofóbico com a trilha sonora de Lago dos Cisnes ambientado em uma companhia de ballet. What the hell? Foi aí que surgiu o apelidinho carinhoso que intitula esse post.
Pois é. Como dançarina (aposentada por falta de tempo e um pouquinho de preguiça), filmes com dança sempre me apeteceram. Comecei a ler os briefings, as críticas, procurar as fotos, trailers etc. Nunca gostei muito de ballet (já tentei e achei um saco), então imaginei que ia ficar super entediada assistindo o filme. Aproveitei a maratona Oscar 2011 pra assistir.
Ledo engano. Eu nunca tinha parado pra pensar como os bastidores de uma companhia de dança são perfeitos pra um filme de suspense. Espelhos por todos os lados, corredores sombrios, backstages amplos e vazios, ferros, roupas, luzes. E juntar isso com uma personagem esquizofrênica? Onde melhor para ser paranóico que nesse ambiente? Para completar, vamos colocar a esquizofrênica para interpretar duas personalidades diferentes enquanto dança, fica tonta e vai perdendo o juízo ao som de músicas tensas. Receita perfeita!
Não é um drama, é um desespero. Eu quase não respirei o filme inteiro, exceto nas partes em que a graciosa Nina sai saltitando pela sala de ensaios. Desde o início você já percebe que a coisinha perfeita é meio desajustada e fica só esperando o barril de pólvora explodir, meio com medo, meio ansioso. Pra contribuir, o filme é esteticamente agoniante, com uma fotografia paranóica e muito pouca luz.
Vou tentar resumir. Uma bailarina perfeita (mas esquizofrênica) é escolhida para o papel principal de um espetáculo, dirigido por um cafajeste (Vincent Cassel, ninguém melhor!), com uma amiga bailarina solta na vida (Mila Kunis, a Jackie de That 70's Show) e uma mãe controladora. E então ela começa a pirar com a pressão. Parece chato, mas, vá por mim, é sensacional. 
Fico por aqui, pois se eu falar mais vou acabar com a graça do filme. Só deixo a dica: preste MUITA atenção. E se você não gostar de ballet, assista por causa do Oscar. Natalie Portman realmente dá um show, merecidíssima a indicação ao Oscar e o Globo de Ouro que ela levou pra casa. E um forte candidato a melhor filme. Convenci?


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pode reclamar, a gente não liga!