Aí eu abro o meu navegador e tem o furo de reportagem: nova música do The Strokes ia sair naquele diz mais tarde, download grátis no site oficial. Animada como sou, me prontifiquei a esperar algo no nível Room on Fire, afinal, a banda não lançava nada desde o First Impressions of Earth, que foi bom, mas não meu preferido (Room on Fire mora no meu coração). É, mas que decepção, hein, Casablancas?
Eu preciso fazer um comentário individualizado de cada música. Primeiro que isso não é um álbum, é um CD de bonus tracks. Não é possível que eles tenham levado SEIS anos pra fazer esse CD, que é basicamente um resultado dos três álbuns anteriores jogados no liquidificador.
Vamos começar do começo com Macchu Picchu. Eu não entendi. Tentaram reviver Milli Vanilli ou The New Kids on the Block? Eu realmente preciso que alguém me explique. Enquanto isso, produção, traz o mullet, por favor?
Aí vem o single... Under Cover of Darkness até que é legalzinha. Assim, se você gosta de Strokes você vai gostar dela, afinal, é igual a tudo que já passou. Mas aqui fica a ressalva de que é a menos ruim do CD (talvez por esse fato). O que vale à pena mesmo é o clipe, que você pode ver aqui. Digna produção, indigna música.
Two Kinds of Happiness... er, próxima! Não vou repetir a analogia com Milli Vanilli, uma só já é demais pra mim. Tudo bem que se redimem um pouquinho no meio da música, mas não compensam a parte tensa, de jeito nenhum. Não sei se foi uma tentativa frustrada de imitar o The Talking Heads (L), mas olha, eu sei que foi definitivamente frustrada.
Aí vamos para a segunda queridinha. Taken for a Fool. Engraçadinha, né? Então... er, engraçadinha (David Letterman que o diga - entenda aqui).
Já com Games eu me senti ouvindo uma triste Karma Chamelion do Culture Club. Ok, vou parar de ouvir porque estou visualizando Boy George de chapeuzinho e cabelo colorido dançando com legging e camisão e isso está me fazendo rir seriamente.
Nada a acrescentar sobre o chororô em Call me Back.
Misteriosamente, porém, até que fui simpática com Gratisfaction. Ela tem um ar de rock das antigas que eu adoro, e também tem aquele ar de meninice. Não vou criticar ela, tá? É felizinha, bonitinha, fofinha e engraçadinha.
Já o início de Metabolism me lembra MUITO Heart in a Cage do First Impressions. Mas é aquela coisa, é releitura mal feita. Porque, olha, Heart in a Cage é minha música preferida de todas as músicas da banda e esse protótipo não chegou nem aos pés dela. Por isso eu fico com a original.
E, last and least, Life is Simples in the Moonlight. Baladinha de coroa, desculpa aí.
Entendeu agora o porquê do título do post? Esse álbum é uma grande baboseira recicladora de clássicos do The Strokes e do mundo da música. Sim, reciclaram, porque reaproveitaram e não chegaram nem aos pés das digníssimas originais. Francamente, hein? Hora de voltar pro estúdio e desfazer essa babaquice. Grata.

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