Deixa eu alertar logo que não, eu não sou um E.T. Tudo bem que é difícil achar mulher com aversão a comédia romântica, mas como toda regra tem uma exceção, aqui estou eu, só pra contrariar. Enfim. Achei que "O Amor e Outras Drogas" seria mais uma comédia romântica babaca, mas assisti porque tinha um zilhão de pessoas falando bem. (Mentira, eu assisti por causa de Jake Gyllenhaal lindo e tudo de bom, mas isso não vem ao caso :P).
Tudo começa muito bem com Jake lymdo (Jamie Randall) esbanjando todo seu charme como vendedor de eletrônicos. Até que ele resolve vender remedinhos da Pfizer.
Nota: rezei profundamente para o próximo daqueles representantes simpáticos NOT que sempre tomam a minha vez no médico possuir 10% da beleza do Jake, juro que ia deixar furar a fila com a maior satisfação.
Mas voltando ao filme, ele resolve virar representante de medicamentos e é nessa que ele conhece Anne Hathaway (Maggie Murdock), bela jovem de 26 anos, no consultório médico do Dr.-Namorado-Físico-da-Phoebe-de-Friends-que-vai-pra-Rússia. Ah, Maggie tem mal de Parkinson. Para pera pora, dessa idade? Pois é. Linda, atitude mais, corpo 100% e inteligente, Anne Hathaway sofre de Parkinson. Aí eu comecei a gostar do filme.
Pooooorraaaan, Adriana, que humor negro é esse? Calma, calma. Eu comecei a gostar do filme porque o protagonista é um derrotado e a mocinha é problemática. Eu tive uma pequenina sensação de dejá vù com Tudo Acontece em Elizabethtown, mas passou rapidinho, juro.
Pois então. O Amor e Outras Drogas é uma comédia romântica mais ou menos (mais pra menos que pra mais, mas ainda assim mais que as demais - oi?) realista. Afinal, nem tudo na vida é perfeito. Óbvio que não é todo mundo que vai se apaixonar de cara por alguém com uma doença grave, mas a metáfora é tão inteligente que até me convenceu.
Menininhas de plantão, prestem atenção, pois vou traduzir só uma vez. Coloquem-se no lugar dele e coloquem o seu peguete-namorado-platônico-paquera-ficante no lugar dela. Inverteu? Então vamos lá. Vocês querem se apegar, eles não querem. Vocês querem amor e carinho, eles só querem te pegar. Vocês querem atenção, eles só querem diversão. Vocês aprendem a depender dele, eles não querem vocês por perto sempre. A doença é só uma representação do puta problema psicológico de desapego e piriguetagem que eles possuem e do desequilíbrio emocional dos relacionamentos em geral. Entenderam agora?
Eu realmente adorei o filme, apesar de ter ficado um pouquinho triste do meio pro fim (eu também tenho um pingo de compaixão, não é pra tanto) e com muita inveja da Anne Hathaway durante, mas tudo a gente supera nessa vida em prol de um bem maior, não é mesmo?
Eu acho que é por todos esses defeitos que eu acabo gostando das comédias românticas pessimistas (já mencionada Elizabethtown, 500 dias com Ela, essas coisas), porque eu odeio amorzinho lindo e maravilhoso e perfeito e sem problemas e sem discussões. Alô, Hollywood, não existe relacionamento perfeito, finalmente vocês compreenderam a mensagem.


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Pode reclamar, a gente não liga!