O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford é um filme de 2007 dirigido por Andrew Dominik. À primeira vista, essa informação não diz muita coisa para muita gente, e, não fosse minha memória, também não me diria muita coisa.
O segundo longa-metragem do diretor Andrew Dominik estreou no mesmo ano de Zodíaco, do David Fincher, na minha opinião, uma ingrata coincidência, não fosse por Zodíaco, O Assassinato de Jesse James (permitam-me reduzir o longo título) seria o melhor longa de 2007.
Assim como o assassino do Zodíaco, os nomes do título são velhos conhecidos do estadunidenses: Jesse James foi um famoso bandido que atuava como um Robin Hood e Robert Ford foi o covarde que tirou-lhe a vida. O título do longa e a primeira cena nos ajudam a construir o mito (sim, ele é tratado como alguém quase sobrenatural nos primeiros minutos) que era Jesse James, para finalmente analisarmos quem era realmente, juntamente com o Robert Ford. Brad Pitt e Casey Affleck dão vida aos dois homens, quando digo 'vida', falo sério, vale lembrar que todo o elenco é assombroso (Jeremy Renner, Sam Shepard e Sam Rockwell são alguns dos aditivos). Brad Pitt faz um excelente trabalho como o bandido em seus momentos finais, angustiado, desesperado, descontrolado, tudo que o título de celebridade não repassou para os contos que escreviam sobre ele. Enquanto isso, o Casey Affleck faz o rapaz que admirava o bandido, chegando ao ponto de querer ser o próprio, e, não obtendo sucesso, acaba tentando fazer fama justamente com a morte do ídolo, achando que está fazendo um favor para os outros. O filme aposta na análise desses dois personagens e na lenta história. A todo momento, após a morte de uma personagem, ficamos extremamente tensos apenas com a presença do Jesse James em cena. Nessa tensão, todo o drama se constrói melhor, o Jesse James mostra realmente quem é e Bob Ford mostra o quão assustado e inexperiente ele é.
O diretor faz questão de compará-los, mas Ford diz que é extremamente igual ao Jesse. Nos resta ficar pensando em como eles acabaram sendo pessoas tão diferentes, embora o filme nos dê uma ajuda.
A trilha é outra coisa que eu não poderia esquecer, composta por Nick Cave e Warren Ellis, dá um toque especial para o filme. Na verdade, é a cereja do bolo (usaram uma das faixas no trailer de Água para Elefantes).
Aliás, eu voltarei atrás e direi que, na verdade, a cereja do bolo é o desfecho do filme, talvez seja por isso que eu lembre tanto desse longa. A conclusão é arrebatadora, emocionante, um dos melhores desfechos dos últimos 15 anos.
Aliás, eu voltarei atrás e direi que, na verdade, a cereja do bolo é o desfecho do filme, talvez seja por isso que eu lembre tanto desse longa. A conclusão é arrebatadora, emocionante, um dos melhores desfechos dos últimos 15 anos.
Ainda não é melhor que Zodíaco, mas se por alguns momentos me fez hesitar em responder qual seria o melhor longa de 2007, talvez vocês devam dar uma olhada nessa pérola, jovem pérola.
P.S: Até que eu não escrevo tão mal.
P.S. 2: Andrew Dominik está terminando de montar o seu próximo filme, que terá Javier Bardem, Casey Affleck, Mark Ruffalo, James Gandolfini, Brad Pitt, Sam Rockwell e Vincent Curatola. Promete.
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